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Não está errado, mas essa divisão dos programadores que vivem em cima de abstrações e não querem entender a forma mais rustica vai levar a uma onda onde, ainda mais programadores que criam as bases de abrstacao estarão escassos.

Os programadores que entender essas bases não podem morrer pois são eles que criam as abstrações.

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E na visão de vcs, como podemos evitar que programadores que criam as abstrações não morram? pq hoje qualquer contexto que você busque de trabalho e pagar conta, acaba sendo centenas de abstrações que acontecem pra facilitar a vida do dev, e ainda mais com IA agora...

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Em resumo

Valorizando o mercado e o estudo baixo nivel.

Só quero deixar ênfase aqui que um programador que meche com linguagens de alto nível não menos programador que um de baixo nível ou o contrário, pois ambos são extremamentes importante, apenas acho que o mercado não enxerga o baixo nível assim como enxerga o alto nível, talvez por uma questão de ser mais visual, e por isso acaba não incentivando o mercado baixo nível amplamente,acho que se criou uma divisão grande sobre esses conhecimentos que levou a uma separação meio complicada.

Bom eu penso que valorizando o estudo e a área é um bom meio, a maioria dos programadores que criam abstrações tiveram essas bases criadas em faculdades pensando em chegar em big techs, e isso tem sido deixado de lado pela nossa área, pelo menos no brasil.

A faculdade que estudo deixa essas bases de lado, então pelo menos na minha vivência é assim.

Infelizmente o amplo mercado atual foca muito mais em tecnologias existentes e voltadas somente para o usuário final, o que favorece o crescimento do uso de linguagens mais alto nível e frameworks que só aumentam a abstração e depois do bum das IA's o conhecimento de base ficou ainda mais de lado, já que empresas buscam a criação rápida dos produtos.

Mas minha humilde análise é que as IA's estão muito caras para serem mantidas e a tendência delas de não gerar retorno financeiro as levará para um declínio, e o mundo irá precisar de inovação novamente e será nessa época de inovação que o conhecimento de base se tornará relevante novamente, foi assim que os telefones se modernizaram, foi assim que os computadores se modernizaram.

Acho que acaba se tornando algo de época então é meio difícil gerar esse incentivo!

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Acho que em alguns casos será bastante útil esse conhecimento, como otimização no uso de recursos ou melhoria de desempenho. Sempre tem demanda pra isso em aplicações corporativas ou desenvolvimento de embarcado. Então saber programar em uma linguagem de 3ª geração continuará tendo mercado, ainda que reduzido com o tempo.

Acho que não terá mais volta quando subirmos o nível com linguagens de 4ª geração. Da mesma forma que você não especifica como o database tem que fazer o scan na table ao usar SQL, vamos programar cada vez mais em alto nível e com mais abstrações. O lance é se adaptar pra não perder o bonde.

A linguagem Mojo tem recursos de alto nível para usar GPU, e vai cada vez mais abstrair os detalhes, não precisa mais ser especialista em "vectorized computation" e "parallelism".

Eu sou back-end, acompanho as inovações no front-end pra não ficar tanto defasado. Mas hoje em dia é tanto framework, libs, tudo componentizado. Tem até uma extensão no chrome pra você navegar pela internet e quando encontrar um botão com estilo legal, a extensão te entrega o code-snippet do botão. E um agente de IA vai fazer isso pra ti. Vanilla JS uma hora será bastante reduzido e somente usado para casos especiais.

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Sou dev e gestor de devs há 30 anos. Hoje uso Node e Python pra back e respeito muito o Golang. Mas tudo que foi escrito me lembra um romance de ficção-científica que li há 40 anos: "A Rebelião das Máquinas ". Num mundo pós apocalíptico poucos humanos sobreviventes viviam dentro de casulos mecanizados controlados por computadores que faziam tudo, inclusive manutenção ao suporte de vida. E todos os engenheiros ja haviam morrido, só um restava. Esse cara estava velho e temia l, que, após morrer, as máquinas ficassem sozinhas na auto manutenção até que uma falha não prevista fizesse todos morrerem porquê as máquinas não sabiam os detalhes, só o genérico dos algoritmos.

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