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Como Minha Vontade de Jogar Videogame Diminuiu com o Tempo e Como o Retro Game Pode Ajudar.

Antes de mais nada, tenho 42 anos enquanto escrevo este artigo, e minha jornada nos videogames começou lá no início dos anos 90 com o Atari. No entanto, minha paixão pelos jogos se consolidou mesmo com o Nintendinho – ou melhor, o Phantom System. Depois, tive um maravilhoso SNES por volta de 1997, onde passei incontáveis horas jogando. Em 1999  tive o surpreendente PlayStation, um console que marcou minha adolescência com jogatinas solitárias e disputas épicas com meu irmão e amigos.

Foi por volta do início dos anos 2000 que comecei a perceber o que chamarei de "crise da vida adulta". No início dos anos 2000, comprei um PlayStation 2, mas, ao contrário dos consoles anteriores, não construí muitas memórias com ele. Acho que não joguei mais do que algumas poucas dezenas de horas. Hoje, ou melhor, desde 2015, possuo um Xbox 360 que admito ter jogado por menos de umas 20/30 horas no total.

Mas minhas memórias de infância estão profundamente entrelaçadas com os videogames. Lembro-me de tardes inteiras jogando Gauntlet, tomando refrigerante e comendo salgadinhos, de disputas acirradas no Top Gear e das batalhas frenéticas no Vigilante 8. Às vezes, eu mal podia esperar o fim da novela para ligar o console e jogar até a madrugada.

Mas então, por que, mesmo com toda essa nostalgia e uma infinidade de jogos à minha disposição, o suficiente para fazer o Bruno de 10 anos surtar de felicidade, eu simplesmente não tenho mais paciência para jogar? Será que só eu me sinto assim?

Falta de Tempo, Paciência e Mudança de Prioridades

Quando eu era mais novo, não entendia por que os adultos não viam graça nos videogames. Hoje, eu entendo. Com o passar dos anos, surgem novas responsabilidades que, na infância e adolescência, eram inexistentes: pagar contas, cuidar da casa, dar atenção à família e aos pets. Trabalho na área de tecnologia, o que significa passar o dia inteiro diante de uma tela, e a ansiedade muitas vezes me impede de me concentrar em atividades que exigem muito tempo.

Outro fator que noto é o tempo necessário para aprender novos jogos. Muitos títulos modernos exigem horas apenas para dominar a mecânica básica e ter uma jogabilidade decente. Diante disso, sempre que penso em comprar um console novo, olho para o meu Xbox 360, que continua ali parado, esperando uma chance, e acabo desistindo. Os únicos jogos que realmente me prenderam nos últimos anos foram Stardew Valley e Project Zomboid na Steam.

Então, surge a grande questão: será que existe um jeito de "me reabilitar" e voltar a sentir prazer em jogar?

Como o Retro Gaming Pode Trazer de Volta a Vontade de Jogar

Recentemente, comprei um portátil Anbernic RG35XX e, ao revisitar alguns clássicos, consegui, depois de muito tempo, ter uma experiência de jogatina prazerosa. Mas, como um bom maker e nerd de tecnologia, essa experiência despertou uma nova ideia: pegar equipamentos que estão parados aqui em casa – um Raspberry Pi B+, um Raspberry Pi 3 e dois desktops – e testar algumas distribuições voltadas para retro gaming. No momento, estou bastante interessado na Batocera.

Além da vontade de voltar a jogar, há outro fator motivador: meu novo hobby de criar vídeos para o YouTube. Aliás, esse é um tema que pretendo abordar em outro artigo – como produzir conteúdo pode estimular o aprendizado e ajudar a manter um hobby ativo. Mas, antes disso, preciso ver se esse novo projeto passa no meu “teste de fogo” de três meses, que costuma ser o limite do meu hiperfoco antes de eu partir para outro assunto.

Deixo assim abaixo o link do vídeo, onde experimento o Batocera, mas não espere muito videos sobre jogatina, essa não é minha intenção no canal e espero jogar bastante mas sem qualquer pressão ou alguém assistindo.

Assista aqui: https://youtu.be/O02xLwmgDYs

Me conte se você também se sente assim com relação aos jogos, mas se você não teve sua adoslescência no auge do Windws 98 ou XP, acretido que seja muito jovem para essas sensações :)

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Amigo eu te entendo, e compartilho do mesmo histórico, tenho 37 anos e passei pela fase de ouro dos games, Atari, Mega Drive, Tive Ps1, GBC, foi então que um amigo me apresentou os emuladores, em disquete ainda, consegui jogar SNES e muitos outros, só que ai eu fui para o PC e fiquei nos jogos online por muito tempo, mas meu pc sempre foi fraco então a quantidade de jogos era um pouco limitada, um belo dia me apareceu um Xbox Series S pra compra, e eu já via muitos vídeos de Forza Horizon (como era bonito), isso há uns 5 anos atrás, voltei a ser feliz jogando, joguei muito, todo meu tempo livre possível, mas ai enjoei claro, comprei o FH5 mas já nâo era a mesma coisa, vendi o videogame.

O computador nunca saiu da minha vida, re-ativei minha conta Steam, comprei vários jogos, mas sempre passando de um para o outro, até que comprei um portátil R36S, pensando na nostalgia do GBC, muito bom mas nâo gostei da posição de manuseio (porque eu comprei pra jogar pokémon e não joguei claro), vendi e apareceu pra mim um PSP desbloqueado, mas ele tem limites, semana passada comprei um Trimui Smart Pro, estou bem feliz, passei quase dois dias configurando, está com tanto jogo, preciso deletar metade, roda de tudo, e agora realmente estou me divertindo, botei até um port de Stardew Valley, consome muita bateria mas roda muito legal.

Já vi bastante sobre Batocera, e outros, vou acompanhar sua jornada, e também pretendo criar um canal no Youtube só pra postar meus jogos, para registro, sem pretensão de views, boa sorte no seu hobby, e lembre-se somos adultos, mas precisamos manter acesa a chama daquela criança que era feliz com as pequenas coisas!

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Muito bom seu relato, e realmente os portateis são fantásticos. Estou feliz com meu RG35XX mas ele é limitado, pretendo comprar algum mais possante, vou ver sobre o Trimui. Abraços

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Vale a pena porque ele é um pouco melhor de hardware, tela maior, posição de uso, se for o intuito jogar os clássicos 16bits, vai dar certo, dá pra jogar ps1 também, n64, dreamcast, mas começa pesar um pouco na bateria, mas roda tudo muito bem , se você tiver paciência de pesquisar e configurar, provavelmente dá pra otimizar bem mais, pesquisa no olx alguns usados, o meu peguei por 450 com pouquíssimo uso, porque trazer da china tá meio caro.

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desde meus 7 anos de idade eu jogo jogos. Eu nem lembro qual foi o primeiro jogo, mas deve ter sido o da "bolinha" no nokia que por sua vez tinha outros joguinhos. Um amigo tinha um playstation 2 onde jogamos Digimon Rumble Arena que guardo memória até hoje, junto com o jogo do Ben 10 e Scooby Doo.

Hoje aos 20 eu não jogo tanto, e as vezes deixo de jogar para ir assistir animes ou ler algo. Certa vez eu pensei estar passando por essa fase da vida adulta, em meados do meu terceiro na escola, quando eu tinha 17 anos. Entretanto, eu não consigo lembrar por exemplo de pokémon esmeralda e sentir aquela trilha sonora e o momento...

Hoje em dia não há mais jogos que dispertem interesse como os de antigamente. Não pegue a mesma época que você, nasci em 2005, mas jogui muitos clássicos pois minha família nunca foi a mais rica, por isso eu sempre jogava jogos do GBA Emulado ou algo do tipo.

Atualmente eu jogo Skyrim, que como você disse, demanda tempo. Skyrim é um jogo que você facilmente passa 5 mil horas até completar as quests principais e todo o resto.

Se eu tivesse que falar um jogo que sempre irei amar independentemente da minha fase, é Terria. Com mais de 20 mil horas, Terria é um jogo que me permite fazer o que eu quiser. É desafiador, com mods feitos com carinho pela a comunidade. Sem dúvidas Terraria é o jogo mais completo que já vi. Sinto que esse jogo me salvou de momentos mais obscuros do que eu imaginava em minha vida...

Eu faço de tudo para preservar meus hobbies, mas é inevitável deixar de faze-los alguns dias. É como um acordo comigo mesmo. Esforço e esforço, depois a recompensa.

Apesar de tudo, eu sempre irei amar este mundo digital cujo posso fazer coisas que só é possível nele. Já abri jogo apenas para olhar a paisagem, para não ficar sozinho, para me destrair, já me emocionei com histórias (Nier: Automata), enfim, espero que no dia da minha morte, eu ainda esteja jogando como sempre fiz.

Eu lembro até de uma história engraçada de quando conheci minha noiva quando tinha 17 anos. Uma das primeiras coisas que eu disse foi que eu não largaria nunca os jogos, pois eles realmente me fazem feliz. Hoje, estamos nos planejando para jogar It take two. Como eu não gosto de multiplayer, será uma experiência nova para mim e ela!

Eu poderia trocar papo aqui por horas, mas irei finalizar por aqui mesmo! Espero que você reative seu desejo! Eu particularmente gosto muito de Souslike e a emoção que é encarar o "impossível".

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Meu amigo, me identifico demais.

Tenho 41. Pausei com os jogos desde os 14, quando houve uma tragédia na família <cortando uma longa história>, mas bem recentemente, há 2 anos me re-encontrei com eles, mas com um PLUS:

Depois de tantos anos trabalhando com TI, estou misturando essa paixão da infância com a de programação, e comecei a criar jogos por simples hobby. E isso é muito bom, programar sem a responsabilidades do trabalho, pelo mero prazer em se desafiar e tentar fazer algo que as outras pessoas gostem.

Sobre o console, tenho um RGB30 da Powkiddy. A escolha foi principalmente pela tela quadrada, ideal para os jogos criados em Pico-8, minha "engine" favorita.

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Opa, eu escolhi o RG35XX padrão, pois estava com medo de comprar e não jogar, como ele era mais barato.... Mas estou feliz com ele viu, tela bonita, coloquei o garlic OS e roda jogos até PS1 muito bem. Dei uma olhada na página do Pico-8, achei interessante, nunca tinha visto. Vlw

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Tá aí um vício que nunca me abandonou, hehehe. Mesmo com a correria do serviço e da casa eu acabo trocando filmes/séries por jogos.

E uma coisa em comum é que mesmo aproveitando os jogos mais recentes (não tão recentes assim porque espero baixar o preço porque não sou rico) eu ainda adoro jogos antigos. Na verdade uma das coisas que mais jogo são aquelas Hacks de Super Mario World.

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Eu fico pouco tempo no jogo, mas 1 hora de adulto jogando Sonic 2, equivale a muitas horas do Felipe de 7 anos em 1995, ainda mais podendo salvar a cada mapa vencido ahaha, a meta é chegar em fases que o felipinho nunca nem viu.

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Em relação aos jogos mais recentes não tenho opniões, já que não jogo, mas uma hora dessa compro um console mais recente para me atualizar. O que tem me chamado atenção é a mobilidade dos portáteis, quem sabe não vá de switch!. Vlw

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Pro assunto não aumentar muito e agregar pouco, faça o seguinte, pesquise no youtube os portáteis desbloqueados, mas basicamente tem o R36S, parecido com o seu, dai tem o meu Trimui Smart Pro, depois tem alguns intermediários, e os avançados custam mais de 1000 reais, porém já são sistemas mais completos (android), processador snapdragon,(roda PS2) então já se torna muito mais abrangente, se não fosse os impostos, eu estaria nesse momento cogitando o Retroid Pocket 5 (algo assim), mas já estou muito feliz revivendo os anos 90.

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