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Meu ambiente de desenvolvimento 2025

Se tem uma coisa que a gente aprende com o tempo, é que passar horas no terminal pode ser uma experiência dolorosa ou uma jornada digna de um mestre Jedi. Em 2025, um bom ambiente de desenvolvimento não é só um capricho, é um passaporte para a produtividade! Vamos configurar um terminal que é rápido, bonito e cheio de recursos. Aqui estão os passos para transformar seu Ubuntu em uma verdadeira nave espacial da codificação.


Antes de tudo

Tenho um repositório com meus arquivos de configuração que foram copiados criados com muito suor. É recomendado que tenha esses arquivos baixados para facilitar as coisas

Link do repo


Instalando o Zsh (E se livrando do Bash monocromático)

Vamos instalar o Zsh, porque um terminal sem Zsh é igual a um anjo sem asas:

sudo apt update && sudo apt install zsh -y

Agora que temos o Zsh instalado, vamos torná-lo o padrão:

chsh -s $(which zsh)

Faça logout e entre novamente para ver a mágica acontecer.

Opcional

Adicionar o script baixado do meu repositório de arquivos de configuração no final do arquivo ~/.zshrc


Ativando o Autocomplete do Zsh (E economizando digitações)

Agora que temos o Zsh, queremos que ele complete nossos comandos como um verdadeiro assistente de inteligência artificial. Vamos instalar o zsh-autosuggestions e o zsh-syntax-highlighting:

git clone https://github.com/zsh-users/zsh-autosuggestions ~/.zsh/zsh-autosuggestions
echo 'source ~/.zsh/zsh-autosuggestions/zsh-autosuggestions.zsh' >> ~/.zshrc

# Para ter cores no terminal:
git clone https://github.com/zsh-users/zsh-syntax-highlighting.git ~/.zsh/zsh-syntax-highlighting
echo 'source ~/.zsh/zsh-syntax-highlighting/zsh-syntax-highlighting.zsh' >> ~/.zshrc

Reinicie seu terminal ou rode:

source ~/.zshrc

Agora seu terminal prevê comandos como um mágico!


Instalando uma Nerd Font

Pessoalmente eu gosto bastante da fonte Fira Code, segue os passos para baixá-la e usá-la

mkdir ~/.local/share/fonts/
wget -P ~/.local/share/fonts/ 'https://github.com/ryanoasis/nerd-fonts/releases/download/v3.3.0/FiraCode.zip' 
unzip ~/.local/share/fonts/FiraCode.zip -d ~/.local/share/fonts/

Instalando Starship (Deixando o terminal nutella)

Para "aviadar" ainda mais o terminal, siga as instruções de instalação e configurção do Starship


Instalando o Alacritty (O terminal que voa baixo)

O Alacritty é um dos terminais mais rápidos e bonitos que você pode ter. Para instalar, siga os passos da documentação oficial

E pronto, temos um terminal de respeito!

Opcional

Copiar os arquivos de configuração do meu repositório e colar na pasta ~/.config/alacritty, que já vai prover um tema bonito para o terminal


Mudando o Terminal Padrão do Ubuntu

Agora que temos o Alacritty, queremos que ele seja o terminal padrão. Para isso rode o seguinte comando para saber onde o Alacritty está instalado:

which alacritty

Agora rode o comando:

sudo update-alternatives --install /usr/bin/x-terminal-emulator x-terminal-emulator /caminho/para/alacritty 50

Alterando /caminho/para/alacritty pelo caminho retornado no comando which alacritty

Por último, rode o seguinte comando para escolher o terminal padrão:

sudo update-alternatives --config x-terminal-emulator

Escolha o número correspondente ao Alacritty e pronto!


Mudando o Terminal Padrão do Nautilus

O Nautilus (o gerenciador de arquivos do Ubuntu) ainda pode estar abrindo o terminal antigo. Para corrigir isso instalaremos o seguinte pacote:

Nautilus Open Any Terminal

Agora, ao abrir o terminal pelo Nautilus, você estará dentro do Alacritty!


Instalando o tmux (Para multitarefa de verdade)

O tmux permite dividir sua tela e gerenciar múltiplas sessões sem perder nada. Para instalar:

sudo apt install tmux -y

Depois de instalado, basta rodar:

tmux

Agora você tem um terminal turbo com divisão de janelas!

Opcional

Baixar o arquivo de configuração do tmux e colar na pasta home, tendo atalhos melhores e um tema bonito para o tmux também


Instalando o bat e o eza (Porque cat e ls são do século passado)

Substituir o cat pelo bat e o ls pelo eza faz seu terminal parecer um painel de controle da NASA. Para instalá-los siga a documentação oficial de cada um


Conclusão

Agora você tem um terminal bonito, funcional e rápido. Seu ambiente de desenvolvimento está preparado para 2025 e além! Agora só falta escrever código de qualidade... mas isso já é outra história.

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Olha, depois de 20 anos codando em tudo quanto é buraco de produção – desde mainframes até todo tipo de microcontrolador – vou te dar a real: ambientes personalizados são armadilhas pra trouxa.

Você passa 3 dias configurando fontes, temas, plugins... e no fim das contas, quando precisa trabalhar num servidor remoto via SSH, em um ambiente default do CentOS 7 de 2014, você fica perdido igual cego em tiroteio.

A Única Coisa Que Importa (de Verdade):

tmux. Esse sim é o canivete suíço do programador.

Você domina tmux e vira um wizard em qualquer ambiente, de qualquer era.

Por Que Todo o Resto É Perda De Tempo:

  1. Zsh/Oh-My-Zsh/Starship:
    Você passa horas configurando autocomplete e temas, mas no servidor de produção só tem Bash 3.2. E aí? Vai chorar ou vai digitar o comando?

  2. Terminais "Turbo" (Alacritty, Kitty, etc):
    Terminal rápido é aquele que abre em 0.3s e não consome 300MB de RAM pra mostrar um "Hello World". O xterm padrão do Linux já fazem isso desde os anos 90.

  3. Substituir ls e cat por ferramentas "modernas":
    ls -l, cat arquivo | grep ..., e man são universais.
    Se você só sabe usar eza --tree --icons, vai passar vergonha quando precisar trabalhar num sistema sem seu setup mimado.

A Filosofia do Dev Sábio:

Domine as ferramentas universais:
bash (sim, o velho Bash), vim/nano, ssh, grep, sed, awk.

Essas são as armas que funcionam em todo lugar, até no servidor da NASA rodando Solaris.

Customize só o inevitável:

Um .bashrc com alias ll='ls -lah' e export EDITOR=vim já resolve 99% dos problemas.

O resto é firula pra postar screenshot no Reddit.

Invista tempo em conhecimento, não em configuração:

Aprenda a debugar com strace, entender permissões do Unix, escrever scripts robustos.

Isso sim te torna um dev poderoso, não um tema de terminal "cyberpunk-neon".

Porque Nada Disso Faz Sentido:

Ambientes personalizados são como carros tunados: chamam atenção, mas quebram no primeiro quebra-mola.

Enquanto você tá aí preocupado com "Zsh vs Fish", tem gente resolvendo problema real em qualquer máquina, de qualquer geração, com ferramentas que já vem instaladas.

Pare de perder tempo com corzinhas.
Domine o básico, e você será imortal. 🚀

(E sim, domine o tmux, mas antes aprenda a usar o screen)

Um abraço e bons estudos!

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Belo comentário, mas vou colocar minha opinião em defesa do post..

As rotinas de trabalho não são todas iguais

Em sua perspectiva é muito melhor manter a standard tools pois na sua experiência ao longo de anos isso se mostrou mais efetivo, mas esta situação nem sempre se aplicará para todos.

Hoje em dia é muito comum ter devs que não acessam o ambiente de produção/homologação ou qualquer coisa relacionada ao SSH, e se ainda precisa acessar um outro ambiente a necessidade de interação quase nunca justifica um esforço para modificação no ambiente. Para essas situações não importa muito se fora da "minha máquina" os ambientes não serão iguais (e nunca serão!), afinal se houver necessidade de utilizar outro ambiente como workspace é só migrar bem como o autor mencionou.

Meu acréscimo

É extremamente necessário saber o básico para exercer seu trabalho com excelência, mas não significa que você precise se limitar a tal.
Se eu pudesse acrescentar: Além de entender bem o básico, entender como essas outras ferramentas de alto nível funcionam também, é sempre interessante aprender e estar aberto a coisas novas, não significa que o que temos como default hoje será sempre assim.

Conclusão

Terminal com ou sem corzinha paga as contas do mesmo jeito no final das contas, mas a diferença é como isso afeta sua experência do dia a dia. Vamos passar muitos anos na frente do PC de qualquer maneira, que façamos isso de uma maneira mais leve ou da forma que queremos..

Isso que nem estendemos para editores de código kkk

#Paz

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Tenho 16 anos de xp e concordo 200% com o que disse. A galera perde muito tempo "tunando" ambientes, seguindo hypes e esquece de focar no básico. Na hora que precisa resolver alguma coisa em um ambiente que não tem nada além do default, a maioria fica perdido.

Dito isso, sim, eu uso algumas coisas mencionadas no post (zsh e tmux) mas, se me jogar num servidor qualquer, sei me virar com o que tiver disponível. Como você disse na sua outra resposta: o objetivo é ficar confortável com qualquer default, afinal, a verdade é que você não vai ter seu setup/ambiente sempre!

Já me apelidaram de "mago do terminal", só porque eu sabia como usar o awk, grep e sed...

Abraço :)

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Curti demais sua resposta, no final do dia ambiente customizado não resolve problema de ninguem, apenas gera conforto para o dia a dia.
Maior vergonha que pode ser passada é um dev ter um ambiente todo customizado e quando precisa resolver algo realmente real não saber por onde seguir.
Dito isto tmux é perfeito com um window manager (dwm, i3-wm) e claramente nvim, sem muita graça na config tbm, apenas o basico para ter um conforto, porém o foco é desenvolver e resolver problema.

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Você ainda não entendeu. Mas tudo bem. Daqui uns anos, tenho certeza que vai entender. Você está no caminho certo.

O objetivo não é ter o máximo de conforto no seu ambiente . É estar confortável em qualquer default. Acredite: você não vai ter seu setup sempre.

Seu tmux/dwm/nvim são legais. Mas e quando você estiver conectado em um servidor que só tem screen e vi? (É raro, mas acontece todo dia) Se travar, se não se virar sem plugins, sua "produtividade" era só ilusão.

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