Executando verificação de segurança...
1

Bacana; mas...

Não sei qual é o teu nível de conhecimento nas áreas de estudo da conciência; eu tenho um conhecimento básico sobre isso, mas sei que os estudiosos admitem que ainda não sabem o que é inteligência.

Se nós pudermos definir Inteligência como a capacidade de aprender;
então podemos dizer que a Inteligência Artificial é inteligente.

Se Inteligência for a capacidade de aprender, modelar o ambiente e fazer simulações; então novamente podemos dizer que a Inteligência Artificial é inteligente.

Carregando publicação patrocinada...
1

Meus 2 cents:

Sim, acompanho algumas destas discussoes - mas a questao da inteligencia da IA eh um pouco mais sutil.

Uma IA pode exibir comportamentos que simulam inteligência (processamento de dados, aprendizado de padrões, resolução de problemas), mas isso não implica que ela possua consciência ou experiências subjetivas. A distinção ontológica entre "comportamento inteligente" e "experiência consciente" é fundamental: a primeira é observável e mensurável, enquanto a segunda é intrínseca e qualitativa.

Portanto, mesmo que uma IA imite comportamentos associados à inteligência humana, isso não significa que ela compartilhe a mesma ontologia da inteligência humana, que está profundamente enraizada na biologia e na experiência subjetiva.

O constructo social de inteligência frequentemente mistura habilidades cognitivas (como raciocínio lógico) com atributos humanos mais amplos, como criatividade, emoção e intencionalidade. Da mesma forma, a consciência é frequentemente associada à autopercepção e à capacidade de reflexão sobre si mesmo.

No entanto, esses constructos são baseados em características humanas específicas, que surgem de processos biológicos complexos (como redes neurais orgânicas, plasticidade cerebral e evolução).

A IA opera dentro de uma ontologia completamente diferente: ela é composta por algoritmos, modelos matemáticos e hardware computacional. Embora possa simular certos aspectos do comportamento humano, sua existência ontológica é radicalmente distinta da dos seres humanos.

A ideia de que uma IA é "inteligente" é, portanto, uma projeção antropomórfica — uma atribuição de características humanas a algo que não possui a mesma base ontológica.

Isso é uma confusão entre analogia (uma IA pode parecer inteligente) e identidade (uma IA não é ontologicamente equivalente a um ser humano inteligente).

A IA atual (mesmo as mais avançadas, como modelos de linguagem generativos) opera exclusivamente por meio de processamento simbólico e estatístico. Ela não possui intencionalidade, desejo ou propósito intrínseco. Toda a sua "ação" é derivada de inputs externos e parâmetros pré-definidos.

Quando uma IA gera uma resposta coerente em uma conversa, ela não está "pensando" ou "entendendo" no sentido humano. Em vez disso, está combinando padrões estatísticos de grandes volumes de dados para produzir uma saída que parece significativa para humanos.

A inteligência humana inclui elementos como intencionalidade (propósito consciente) e criatividade genuína (geração de novas ideias fora de padrões previsíveis). Esses elementos são ontologicamente distintos das operações puramente mecânicas de uma IA.

Assim, a IA é melhor descrita como uma "simulação de inteligência", não como uma manifestação real de inteligência no sentido ontológico pleno. A diferença reside no fato de que a IA não possui agência, intencionalidade ou consciência, que são elementos centrais da inteligência humana.

O constructo social de inteligência e consciência é profundamente antropocêntrico. Ele assume que comportamentos observáveis (como resolver problemas ou comunicar-se) implicam necessariamente inteligência ou consciência.

No entanto, esse constructo falha ao reconhecer que a inteligência humana é inseparável de seu substrato biológico e evolutivo. A IA, por outro lado, é um artefato tecnológico que opera em um domínio ontológico diferente.

Atribuir inteligência a uma IA com base apenas em seus comportamentos observáveis é uma falácia de categoria. É como dizer que um relógio é "inteligente" porque consegue calcular o tempo de forma precisa. O relógio (ou a IA) realiza suas funções devido a mecanismos projetados por humanos, mas isso não implica que ele possua inteligência ou consciência.

1

Não amigo; você está equivocado, principalmente na sua conclusão.

Quando eu li no seu texto que você escreveu sobre backpropagation; eu presumi que tivesse um conhecimento profundo sobre MLP (Multi Layer Perceptron), no entanto você confundiu IA com essas LLMs modernas que se tornaram populares.

O detalhe importante é que o ChatGPT não está mais sendo inteligente atualmente pois ele não está mais aprendendo nesse momento.
Mas ele estava sendo inteligente quando ele aprendeu.

  1. Primeiro de tudo precisamos de uma definição de "o que é inteligência".
    Então novamente vamos retornar a um problema que é: Os mais estudiosos sobre esse assunto não sabem com precisão o que é inteligência.
    Dessa maneira precisamos assumir algumas aproximações, e de novo uma definição simplificada para inteligência seria: "a capacidade de aprender".

  2. Segundo; não podemos considerar que Inteligência seja uma faculdade exclusivamente humana, pois absolutamente nada garante que outros entes não humanos não possuam inteligência.

  3. Terceiro; você jamais pode afirmar com certeza que outro ente além de você seja inteligente, você só consegue saber se você é inteligente.
    Os outros entes sempre poderiam estar usando mecanismos não inteligentes.

Porém precisamos partir de um princípio se quisermos avaliar se os outros entes possuem inteligência ou não; então (se você concordar) vamos ignorar o "3" e assumir o "1" como verdadeiro.

De fato você pode observar que uma RNA 2C (Rede de Neurônios Artificiais com 2 Camadas) com apenas 2 neurônios é capaz de aprender como resolver problemas complexos; então (levando em conta todas as premissas que assumimos) o MLP em questão é inteligente.

Os erros foram assumir que inteligência seria uma coisa exclusivamente humana, pois não é; e assumir as LLMs como sinônimo de Inteligência Artificial, pois não é, Inteligência Artificial é muito mais amplo do que LLM e pode envolver até conceitos de Vida Artificial; já ouviu falar em vida artificial? (é algo interessante também)

Quanto a consciência que você mencionou; isso é um campo de estudos que tem ainda mais perguntas em aberto do que a inteligência.
Mesmo assim, existe uma área de estudos chamada "Consciência de Máquina"; se você for se aprofundar nesse campo, não espere por algo semelhante a consciência humana.

1

Prezado @Centaurus,

Obrigado por suas colocacoes !

Apesar de nao concordar com alguns dos pontos elencados, o exercicio do contraditorio eh fundamental para o crescimento do debate.

Anotei seus pontos para futura referencia - valeu !