A gambiarra é um conceito tipicamente brasileiro — reflexo da nossa cultura de resolver problemas com criatividade, mesmo à margem das "regras". Não é apenas um "workaround" (solução ruim) ou um "hack" (solução inteligente): é usar recursos de forma não convencional, subvertendo seu propósito original. Como usar um pedaço de silver-tape para consertar um cano furado: funciona, mas não é recomendado.
O Que Define uma Gambiarra?
- Subversão da Intenção
Uso de elementos fora do propósito para o qual foram criados. Não se trata apenas de "improviso", mas de distorcer a função natural de algo (ex.: transformar uma string em flag booleana para controlar um loop).
Isso é gambiarra. Não é questão de gosto.
- Uso Consciente
Se você sabe que está distorcendo uma ferramenta (e aceita os riscos), pode ser uma gambiarra válida. Se faz sem entender (ex.: misturar tipos de dados por acidente), é erro, não gambiarra.
- Contexto é Tudo
- Em protótipos ou emergências, é sempre gambiarra. Em código de produção, pode ser apenas uma bomba-relógio, não gambiarra.