Ninguém pediu, mas deu certo? Cuidado com o viés do sobrevivente! ⚠️😅
Muita gente gosta de citar exemplos como eletricidade, smartphones ou até o carro para argumentar que não precisamos validar ideias antes de criar algo.
Mas cuidado: quando você vê algo revolucionário dando certo, está enxergando apenas aquilo que sobreviveu. Por trás de cada grande inovação existem milhares de tentativas que falharam e simplesmente sumiram da história. Esse é o famoso viés do sobrevivente—e ele pode custar caro.
Sim, ninguém literalmente "pediu" pelo iPhone ou por energia elétrica, mas existiam problemas reais esperando soluções melhores, e havia uma comunidade pronta (mesmo sem saber) para aceitar ou investir nisso. A inovação pode até surgir sem um pedido explícito, mas dificilmente prospera sem algum tipo de validação: financeira, social ou prática.
Minha mensagem inicial não é contra a inovação espontânea ou projetos pessoais (esses podem ser valiosos pelo simples aprendizado). Meu alerta é para quem deseja empreender como modo de vida e não tratar suas iniciativas como apostas cegas. Criar algo útil—ao menos para você mesmo—já é uma forma de validação.
Inovar não significa ignorar as pessoas ou esperar pura sorte. Significa, muitas vezes, entender profundamente necessidades ainda não verbalizadas e ter a coragem de testá-las rapidamente, antes de apostar toda sua energia em algo que ninguém precisa ou quer usar.
E você, como equilibra inovação e validação nas suas iniciativas?