Scrum Não é Bala de Prata: Como a Agilidade Mal Aplicada Destrói Equipes
Não sou o “pica das galáxias”, mas já passei por algumas empresas e contextos bem diversos. Trabalhei em grandes corporações, médias empresas e pequenas equipes, desenvolvendo sistemas em várias áreas, tanto no Brasil quanto nos EUA. E, sendo bem sincero, em quase todos esses cenários, os agilistas foram um baita pé no saco.
Vi pessoas que nunca escreveram um simples “Hello, World” dizendo como eu deveria desenvolver software. Vi Scrum Masters atuando como microgerentes, impondo regras e cerimônias goela abaixo. Vi sprints de 2 semanas abarrotadas de tarefas que, segundo eles, todas deveriam ser entregues “funcionais de ponta a ponta”. Ou seja: vi agilistas destruírem processos que funcionavam e transformarem o ambiente em um verdadeiro inferno.
Também presenciei projetos rodando apenas com um Kanban leve e sendo um sucesso. E vi projetos com Scrum super bem estruturado que também deram certo. Mas, da mesma forma, já vi o contrário.
O problema não é o Scrum. O problema são as pessoas que o implementam do jeito que querem, sem entender a dinâmica da equipe, sem respeitar o contexto. Muitas vezes caem de paraquedas no time com uma mala cheia de cerimônias e fórmulas "mágicas" — e o resultado é catastrófico.
Até hoje, não encontrei metodologia ou framework que seja bala de prata. Cada equipe deveria moldar seus processos de acordo com sua realidade. Agilidade de verdade é adaptação — não imposição.
O que vocês acham disso tudo? Já passaram por situações parecidas?